terça-feira, 22 de dezembro de 2009

25 horas de Natal

É nestas alturas que me chateio pelo facto das palavras serem tão redutoras dos significados, por não conseguir organizar os sentimentos, e ressenti-los!

Começámos o encontro com um desafio muito complicado, o que me fez suspeitar que aquelas 25 horas não seriam nada fáceis.

Uauuuu, tantos presentes na nossa salinha!! São mesmo para nós?! Para cada um e para todos!
E podemos mesmo abrir? Hum... desconfio!
Eram mesmo para nós, e foram abertos com muita alegria porque...

Os presentes nada devem ter a ver com o comércio ou as boas relações a manter ou o pagamento de serviços. Com os presentes, precisamente, sai-se da comercialização onde tudo está regulamentado segundo a lei do “dou para que dês”.
Os presentes não pedem nada em troca. São gestos gratuitos de amor. São oferecidos unicamente por amor. Contêm o amor para todas as oferendas.
Com os presentes começamos a doar-nos a nós mesmos, fragmento após fragmento, porque é difícil entregar-se de uma só vez, inteiramente. Quando alguém ama, dá-se a si próprio e põe-se todo dentro do seu presente. Isto faz-me reflectir acerca das pessoas que vejo carregadas com sacos e sacos com coisas para dar. Decerto que em cada um daqueles presentes, não estão elas próprias. Se cada um colocasse um pouco de si, no presente que oferece, não seriam realizadas tantas compras de Natal!

Se regularmente se oferecem presentes não é senão para dizer: “Repara! Este presente é uma parte de mim mesmo. De momento estou ainda centrado em mim mesmo e o egoísmo ainda me domina. Trata-se de uma longa aprendizagem. Mas virá o dia em que me doarei a ti finalmente sem reservas. Este presente que te ofereço é o anúncio!
”Com os presentes oferecidos em verdade, cresce-se no amor e no dom.
No Natal, Deus oferece-se inteiramente, fica ao nosso alcance, homem como nós. Deus não olha a despesas quando dá. Não mede, não conta…O Menino do presépio traz todo o amor de Deus. Em Jesus Cristo, Deus oferece-se em Presente para a vida e a alegria da humanidade.
O Advento é o tempo de nos maravilharmos ante o presente de Deus. É também o tempo em que o Menino do Natal nos interpela à difícil aprendizagem quotidiana pela qual nos tornamos lentamente, em Dom e Presente para os outros.

2 comentários:

Marco disse...

Este sim é o verdadeiro Presente de Natal, e como o Natal é quando o Homem quiser Ele convidanos a ficar do seu lado, assim existe a maior alegria, nos mais pequeninos presentes....

Ritinh@ disse...

Olá Marco!
Saibamos então preparar o nosso coração, para acolher o maior Presente de todos! Este Deus que se faz homem, por amor, para nunca duvidarmos de que Ele nos ama!

Beijinho*