
Dou muitos passos (foi um longo caminhar até, até…)
Chego mais perto e contemplo as tuas palavras.
Chego mais perto e contemplo as tuas palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas
e me pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível,
que eu lhe der:
Trouxeste a chave?
Não, não a trouxe… - respondo inquieta.
E aquele amontoado de palavras dizem e não dizem.
Mas eu queria dizer e dizer e dizer até perder o sentido.
Até desviar a razão.
Penetro surdamente o reino das palavras,
No seu poder de silêncio.
Reparo que estão paralisadas,
mas não há desespero,
Não, não a trouxe… - respondo inquieta.
E aquele amontoado de palavras dizem e não dizem.
Mas eu queria dizer e dizer e dizer até perder o sentido.
Até desviar a razão.
Penetro surdamente o reino das palavras,
No seu poder de silêncio.
Reparo que estão paralisadas,
mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intacta.
Ei-las sós e mudas, em estado de dicionário.
É de noite…
Tudo parece ser só escuridão…
Quando só o silêncio se faz ouvir..
Eu procuro achar a minha verdade
Na maior das forças.
A força que nasce da minha alma e do meu coração.
Tudo gira na minha cabeça.
Não vou pensar sobre isso agora...
Pensarei amanhã... amanhã?!
É de noite…
Tudo parece ser só escuridão…
Quando só o silêncio se faz ouvir..
Eu procuro achar a minha verdade
Na maior das forças.
A força que nasce da minha alma e do meu coração.
Tudo gira na minha cabeça.
Não vou pensar sobre isso agora...
Pensarei amanhã... amanhã?!